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História - Renato Paz

Ser um Viela é ser luz onde há escuridão

Conheci o Buiu aqui na comunidade, quando ele começou a se tornar uma referência para muitas pessoas, inclusive pra mim. Certo dia ele iniciou um trabalho social com a igreja e me convidou para participar, foi a partir desse momento que começamos a andar juntos.

Eu sempre tocava no projeto Viela e quando surgiu a ideia da aula de música eu pensei “mas eu não tenho formação pra ser um educador”. Hoje, após ter me tornado um integrante do Viela, eu aprendi que quem quer fazer a diferença simplesmente faz, não arruma desculpa.

Nas primeiras aulas, em março de 2019, eram apenas 3 crianças. Mas criança é assim: uma começa, outra gosta e já chama mais uma. Teve um sábado que tinham 45 crianças na aula de música.

 

Mas claro que existem momentos difíceis. Lido com crianças dizendo que não tem nada para comer em casa e chegam na aula falando que estão com fome. Ouvir uma criança dizer isso doí na alma. 

 

Porém, ser um “Viela” significa acreditar que tudo vai dar certo. Ver uma criança feliz por estar com um instrumento musical na mão, me faz ver que vale a pena. Ser um Viela é entrar em um lugar onde existe apenas escuridão e ser luz, ser uma referência diferente. 

 

Assim como muitos amigos da favela, eu já deveria estar em um caixão, mas antes disso a música me encontrou, as pessoas certas me encontram, o Viela me encontrou. Me lembro da época de escola, quando tive professores que eram chatos comigo mas que ajudaram a formar o meu caráter. Agora sou eu repassando esses valores como um “Viela”. Minha missão está aqui.

Desejo que cada viela tenha um Viela. 


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